Minhas impressões sobre a manifestação contra o aumento da tarifa dia 08 de janeiro de 2016.

 

Saí do trabalho às 19h e como de costume fui para o ponto de ônibus.

Mal parei por ali, e apareceram os manifestantes, que iam em direção à rua da Consolação. Essas pessoas estavam pedindo para que saíssemos do local porque a polícia estava atirando bombas. Se não fosse por aviso deles, eu (e as outras pessoas que estavam no ponto), poderíamos ter nos ferrado grandão.

Andei alguns metros mas não deu outra, em pouco tempo a polícia estava fechando a rua e jogando bomba nos manifestantes, e em quem mais estivesse por perto.

Eles (a polícia) se agruparam em frente à praça Roosevelt.

Como praça é espaço de lazer, tinha criança andando de bicicleta naquele momento. Duas passaram por mim chorando sem poder respirar graças à ação truculenta e irresponsável da polícia de São Paulo.

Desci a Rego Freitas e caminhei em direção ao Theatro Municipal achando que poderia pegar meu meu ônibus lá, já que as principais estações de metrô do centro estavam fechadas (alguém aqui parou para pensar nas pessoas que precisam do metrôzão? LÓGICO QUE NÃO!). Chegando por ali, mais carro de polícia passando à milhão, e carros da rota também. Não haviam manifestantes na Praça Ramos, assim como não tinha busão e por consequência, não tinha como ir embora.

Como era de se esperar muita gente “cola no rolê prá arrastar”.

Eu vi acontecer um princípio de tumulto, que na hora me disseram ser alguém tentando assaltar as pessoas, mas foi divulgado mais tarde numa página do facebook, que aquele era um policial infiltrado para arrastar, e causar tumulto, afinal, quem levaria a fama depois seriam os manifestantes.

Tinha muito lixo na rua pegando fogo.

 

Troquei ideia com algumas pessoas e fiquei feliz de saber que eles sabem exatamente quem é o inimigo: o sistema. E essas pessoas não eram hipsters modernetes de cabelo e barba colorida, ou jovens com camisetas de banda, eram moradores de rua e vendedores de água ali da Praça Ramos mesmo. Gente com mais idéia na cabeça que muito engravatado por aí.

Andando em direção ao metro Anhangabaú, ouvi uma frase que marcou essa manifestação: o pessoal tava tudo andando pra lá, aí chegou a polícia tacando bomba. E mais uma vez não era um manifestante falando, era um ambulante, senhor de idade, vendedor de barras de chocolate.

Quer dizer, a truculência da polícia é impossível de ser ignorada, não há como fechar os olhos e fingir que não existe (embora esta seja a atitude de muitos).

Sobre arrastar na manifestação faltou falar que quebrar lixeira e espalhar lixo na rua é falta de disciplina e não pode acontecer (ao meu ver), porque quem limpa a festa depois são os garis, não é o prefeito, e nem o governador.

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É preciso ter disciplina para manter o respeito conquistado.

Engana-se quem desdenha dos e-readers, achando que eles vieram ao mundo para substituir os livros.

Desde que comprei o meu, em Outubro, já li quase 10 livros!!! Para algumas pessoas pode ser pouco, mas para pessoas como eu que só têm tempo para ler no transporte público, e em casa aos finais de semana e feriados, este número é bem satisfatório.

Capturar

Kindle da Amazon

Quando comprei o meu e-reader (kindle) não achei que fosse aumentar tanto assim a minha frequência de leitura, e eu explico as razões:

1º os livros SÃO MUITO MAIS BARATOS
Sim, é ridículo comprar um livro na livraria por R$ 45,00, e depois encontrar a sua versão digital por R$ 9,90. Sei muito bem todas as razões pela diferença de valor, mas não tem comparação, às vezes a versão digital é menos que a metade do preço do livro físico.

2º muito mais fácil encontrar alguns títulos
Dependendo de qual e-reader você comprar (creio que os mais conhecidos são: o Lev – Saraiva, o Kindle – Amazon, e o Kobo – Livraria Cultura), vai notar como é maravilhoso o acervo das livrarias. Às vezes você quer muito ler um livro X que não está mais sendo impresso, e isso é realmente terrível. Mas devido ao fato da facilidade em distribuir livros digitais, com um e-reader suas chances de encontrar aquele título que você procurava há anos aumenta muuuuuito mais.

3º facilidade para comprar o livro que eu quero
Quem é que nunca perdeu a paciência procurando livro em prateleira de livraria? Eu sempre. Não estou dizendo que ir à livraria é chato, ou que os vendedores são chatos. Mas devido à minha falta de tempo, não curto passar horas buscando um título na livraria, ou ir até lá linda e alegre, e ser recebida com um: não temos esse nessa loja, se você quiser encomendar, chega entre 5 e 10 dias ou está esgotado na editora, mas posso anotar seu interesse. Perco meu tempo, e volto para casa frustrada. Pelo e-reader você digita o nome do livro que tem interesse, lê os comentários de quem já leu (caso você tenha interesse), e PAM! Compra o livro! Rápido, fácil e indolor!

Estes são apenas os três principais motivos, os mais importantes para mim. Claro que existe o fato de um e-reader ser beeeeem mais leve que um livro físico, o que facilita para quem vai carregar na bolsa ou numa viagem, por exemplo. E uma coisa que eu só para para analisar depois que entrei nesse mundo, quando um livro termina, você já pode iniciar outro, afinal de contas, você já está com ele ali (se você tiver comprado né). Quem tem o costume de acompanhar histórias divididas em volumes (um salve para GoT!), pode tirar um proveito maior dessa facilidade.

Gente, o e-reader não veio para substituir o livro físico, assim como o rádio não foi substituído pela tv, que por sua vez não foi substituída pela youtube e blá blá blá. São coisas diferentes, feitas para facilitarem a nossa vida. O fato de você ter um e-reader não quer dizer que nunca mais na sua vida você vá comprar um livro, muito pelo contrário, livros físicos ganharam até um charme depois do e-readers, mais ou menos como o vinil, depois do cd.

Minha mensagem final é: dê uma chance aos e-readers.

Dê uma chance à um e-reader

Loja dos Ratos de Porão

Hoje vi na página do Ratos de Porão no facebook, a informação de que eles abriram uma loja física (já vendiam produtos pelo site da banda).

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Ratos de Porão

Segundo as informações do facebook na loja tem: discos (novos, usados, fora de catálago e raros). Os estilos vão de New Wave à Punk, passando por Metal e Classic Rock.

Além dos Lps podemos encontrar na loja camisetas, merchandising do #panelaço, #tikinervioso #ratosdeporão e #hermeserenato, e bonecos (bonecos colecionáveis, não brinquedos de criança).

Quem tiver dotes culinários (ou não), encontra na loja comida vegana, aquela pimenta que o João Gordo sempre fala no #panelaço, a SRIRACHA (que é muito boa aliás), e os temperos que o João já vendia pela loja virtual (agora é melhor porque não  temprazo de entrega).

Vai lá conhecer!

Galeria de Arte Centro Cultural – Rua Conselheiro Carrão, 451 (esquina com 13 de maio) – Bixiga – aberta das 10 às 20h.